7 Dicas que Valem a Viagem

7 Dicas que Valem a Viagem

Por Jacira Omena*

 

Sou uma pessoa conhecida por sempre está muito bem preparada quando me lanço na estrada para qualquer tipo de viagem.

E quando trata-se de uma Viagem a Cavalo, o meu grau de esmero nessa preparação fica alto.

Isso se explica por muitas vezes esses lugares estarem a ermo e de difícil acesso.

Aprendi com a experiência que várias medidas preventivas simples podem valer a viagem, já que a ocorrência de alguns problemas que a principio parece não ter gravidade estraga toda a nossa programação.

Escolhi alguns dos que considero mais importantes e também simples de serem prevenidos.

Dores Musculares e Assaduras – Músculos – recomendo o uso de comprimido de relaxante muscular logo após a primeira cavalgada e, se necessário, nos dias seguintes. Ou pelo menos, massagem na musculatura das coxas e pernas com algum tipo de unguento que tenha o efeito relaxante e analgésico. Consulte um médico. Assaduras – melhor prevenir do que remediar. Essa máxima vale de forma preciosa nessa questão das assaduras. Use preventivamente as famosas pomadas contra assaduras para bebês nas regiôes entre nádegas e entre coxas.

Proteção solar – Chapéu e Echarpe – nunca é demais reforçar a necessidade de proteção, mesmo quando aparentemente se faça desnecessária. Lugares com uma boa brisa e frios levam à falsa ideia de insolação fraca. É um engano frequente. Lembre-se de passar a loção de proteção contra o sol nas áreas de pescoço e orelhas.

O uso de echarpe auxilia na proteção dessas áreas.

Repelente – o início da manhã e o final da tarde são os horários com a incidência maior de insetos. Alguns destinos com maior ocorrência de vegetação fechada e clima tropical estão mais sujeitos a presença deles. Em alguns, o uso de repelentes tem maior importância pela existência endêmica de transmissores de doenças graves como a Malária, Febre amarela e Dengue.

No mercado, existe uma profusão de marcas de repelentes sob diversas formas de aplicação.

Prefira os com DEET e Icarina nas concentrações de 30 a 50% e de 20 a 25%, respectivamente. A associação das duas substâncias permite um amplo espectro de proteção contra vários tipos de insetos, inclusive carrapatos.

O uso de repelentes naturais como Citronela e Andiroba na forma de óleo, ou de pulseiras de borrachas tem efeito auxiliar ao uso dos outros tipos de repelentes mais efetivos.

Para as pessoas com alergia a picadas de mosquitos, recomendo levar sempre consigo uma pomada a base de corticoide para inibir a reação alérgica local que pode trazer grandes transtornos e desconforto.

Água – porte a sua garrafa de água em local de fácil acesso, e certifique-se que haverá possibilidade de recarga da mesma durante o trajeto.

Esperar a sede chegar para então beber água, é um erro frequente.

Informe-se sobre a qualidade da água. Em caso de dúvida sobre isso, compre água mineral ou use pastilhas à base de cloro para esterilizar a água.

Proteção térmica – o uso de camadas de roupa facilita na manutenção de uma temperatura saudável. Durante um percurso, é comum variações extremas de temperatura num curto período de tempo e em uma mesma parte do dia.

Hora da diversão – aproveite, mas lembre-se que você está numa viagem a cavalo e que nada pode ocorrer que prejudique a sua capacidade de continuar cavalgando. Algumas trilhas estão em local ermo e longe de qualquer possibilidade de transporte.

Deixe algumas práticas esportivas mais arriscadas para depois da cavalgada. Pense na sua segurança e também no bem estar do grupo.

Hora de dormir – sempre reserve a noite para dormir o suficiente para reparar o seu corpo de um dia para o outro. E o quanto você precisará de sono, o seu próprio corpo te dirá no dia seguinte.

Lembre-se sempre que o tempo que você tem para aproveitar a sua viagem a cavalo, provavelmente, é bem menor que o tempo e esforço dispensados na preparação dela.

E, além disso, as expectativas são muito superiores a todos eles. Portanto, qualquer cuidado que você possa ter na prevenção de alguns problemas, nunca será à toa.

É uma forma de preservar a sua oportunidade de ter uma grande experiência.

O bom é começar e terminar a viagem do jeito que começamos, senão, melhor!


 

 Fonte: LIVRO – VIAJAR A CAVALO: UM GUIA PASSO A PASSO

Anterior Pantanal - Ao sabor das águas
Próximo Tereré & Chimarrão - Semelhanças e diferenças!

Sobre o Autor

Jacira Omena
Jacira Omena 193 posts

Viajante e Escritora - Escreveu o Livro - Viajar a Cavalo:Um Guia Passo a Passo. "Viajo pelo mundo a cavalo sempre a procura de algo novo e surpreendente, e com grande frequência sou bem-sucedida nessa busca!

*O conteúdo dessa matéria é de inteira responsabilidade do seu autor, não tendo a Viajar a Cavalo qualquer responsabilidade sobre o teor dessas informações.

Você também pode gostar de

Guias e tutoriais Leia e comente!

Índia – Na Rota das Especiarias

As especiarias em um tempo não muito distante foi uma moeda preciosa na troca de mercadorias.
A Índia entrou nessa rota e foi ambicionada por todo o mundo. Viajando a cavalo pelo Rajastão, conhecerás os aromas e sabores da Índia.

História, Arte & Literatura Leia e comente!

Clarice e os Cavalos

Abro este relato como se estivesse mesmo cavalgando em meio às obras da escritora Clarice Lispector (1920-1977), povoada de seres animais – não humanos – que interage metaforicamente, nas reflexões, sensações, diálogos e por meio do simbolismo com grande parte de seus personagens.

Guias e tutoriais Leia e comente!

Viagem a Cavalo – Equador – Terra dos Chagras e Vulcões – Filme

Viagem a Cavalo pelos Andes Equatorianos com sucessões de paisagens de tirar o fôlego

Leia e comente!

Nenhum Comentário ainda

Você pode ser o primeiro a comentar esse post!