Ainda Sobre o Uso do Capacete

Ainda Sobre o Uso do Capacete

Foto: Jacira Omena

 

Por Jacira Omena*

 

Sem dúvidas, um assunto polêmico – O uso do Capacete ou Casco, como muitas vezes é chamado, nas viagens a cavalo e cavalgadas. 

Vejam o que escrevi no meu livro – VIAJAR A CAVALO: UM GUIA PASSO A PASSO – sobre o assunto:


Os Capacetes são fabricados em diferentes materiais e cores, mas variam muito pouco dentro de um mesmo formato.

 Os materiais tecnológicos e a colaboração entre as associações de turismo equestre, institutos de padronização e fabricantes transformou o capacete para cavalgar em algo mais anatômico, menos pesado, mais ventilado, mais confortável e mais seguro também. 

É um equipamento de segurança pessoal de uso obrigatório em muitos dos programas de viagem a cavalo oferecidos pelo mundo a fora. 

Independente da necessidade de obediência às leis vigentes em cada país e as regras de cada operadora, existe consenso quanto às vantagens do uso compulsório do capacete na prevenção de lesões mais graves em caso de queda e trauma craniano. Ele atuaria impedindo a penetração de objetos e na redução e difusão do impacto por áreas maiores e menos pontuais. 

Diferentes órgãos desenvolveram especificações padrão para a fabricação dos capacetes. As normas mais conhecidas e respeitadas são: EM 1384 (British Standards Institute), PAS 015(Product Approval Specification BY BSI), ASTM/SEI F1163 (American Society for Testing Materials), e SNELL E 2001(Snell Institute). 

Usar ou não o capacete não passa mais pela esfera de discussão sobre a sua necessidade e eficácia, e sim por uma preferência e opção pessoal.

Em alguns países, ainda existe a possibilidade de não fazer uso do capacete sem maiores consequências. Em outros, é necessário assinar um formulário se responsabilizando pelo não uso dele.

E numa grande maioria de destinos, não ocorre nem essa opção de recusa. A maioria das companhias de seguros exige o uso do capacete.

As fotografias divulgadas nas páginas de internet e em reportagens nas revistas especializadas confundem um pouco o leitor visto que mostram, com certa frequência, cavaleiros e amazonas galopando em lindas paisagens usando apenas chapéu tipo cowboy. As operadoras internacionais, apesar de também mostrarem fotografias de pessoas sem capacetes nas suas páginas na internet e catálogos, são extremamente diretas em reforçar a necessidade e em muitos casos a obrigatoriedade do uso de capacete durante a programação oferecida.

As exigências internacionais no cumprimento dos quesitos de segurança são extremamente rígidas e a desobediência a elas está sujeita a processos e sérias punições. Dessa forma, na maioria dos destinos, são disponibilizadas unidades para os clientes, apesar de alertarem que trazer seu próprio capacete seria o mais acertado por questões de adequação anatômica e, consequente, maior conforto e segurança. 

As regras e exigências nos países da América Latina como um todo não são menos rígidas, mas a flexibilidade na utilização e fiscalização delas é muito larga. No Brasil, as normas que regem a atividade de turismo equestre foram estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) através da NBR 15507-1:2008, e da NBR 15507-2:2008. E há referência ao uso de capacete no item (7.3) que trata das “vestimentas e acessórios do cliente”. Diz-se que:“A organização deve assegurar que o cliente se vista adequadamente, o que inclui o uso de…c) cobertura de cabeça (como, por exemplo, capacete equestre, chapéu ou boné); d) capacete equestre para menores de 18 anos desacompanhados de responsável legal”. É recomendável o uso de capacete equestre para todos os clientes. Para tanto, a organização deve dispor e oferecer tais capacetes. “A organização pode permitir que o cliente leve seu capacete equestre, o que não a exime da obrigação de avaliar sua conformidade e adequação, bem como recomendar, eventualmente, que o cliente escolha o capacete equestre que lhe está sendo oferecido.” 

Se você é daqueles que, por razões pessoais, não utilizam o capacete de equitação durante as cavalgadas, preocupe-se em confirmar com a agência ou operadora a obrigatoriedade do mesmo durante a programação desejada.

E, diante da possibilidade da não obrigatoriedade da sua utilização, contrate uma seguradora que cubra ocorrências independentemente do uso do equipamento. 


Aguarde novas publicações sobre esse mesmo assunto! 


 

Fonte: LIVRO – VIAJAR A CAVALO: UM GUIA PASSO A PASSO. Autora; Jacira Omena 
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Sobre o Autor

Jacira Omena
Jacira Omena 199 posts

Viajante e Escritora - Escreveu o Livro - Viajar a Cavalo:Um Guia Passo a Passo. "Viajo pelo mundo a cavalo sempre a procura de algo novo e surpreendente, e com grande frequência sou bem-sucedida nessa busca!

*O conteúdo dessa matéria é de inteira responsabilidade do seu autor, não tendo a Viajar a Cavalo qualquer responsabilidade sobre o teor dessas informações.

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