Cavalo Lusitano

Cavalo Lusitano

Por Vanessa Omena*


Nota Editorial:

O destino do mês de viagem a cavalo é o Rio Grande do Sul, mas precisamente o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no extremo sul desse estado.

Apesar do cavalo crioulo ser a raça da identidade gaúcha, falaremos um pouco sobre o cavalo Lusitano, utilizado em um roteiro espetacular nessa região, operado por um criador dessa raça, nos arredores da Lagoa dos Patos. 


 A cavalgada pelo Parque Nacional da Lagoa do Peixe é uma oportunidade para  desfrutar de uma paisagem em que o cavalo é um elemento que torna acessível ao homem desbravar essas terras.

 O cavalo  faz parte da identidade gaúcha, e sua introdução no Rio Grande do Sul  aconteceu no século XVI, trazidos para as Missões por padres jesuítas espanhóis e passaram a ser logo adotados pelos índios missioneiros para transporte, caça e agricultura. O cavalo era a melhor maneira de transporte para os pampas, ótimo para se lidar com gado e útil para as frequentes batalhas e disputas territoriais no estado. Hoje em dia, o cavalo perdeu a sua função bélica, é utilizado para lida e transporte, além de ter utilizado nos esportes equestres e atividades recreativas.

 Nesta cavalgada pelo Parque Nacional da Lagoa do Peixe vamos percorrer parte do cenário da revolução farroupilha e os feitos da cavalaria rio-grandense, com seus personagens míticos como a figura do capitão Giuseppe Garibaldi que cavalgou com sua tropa por essa região. Durante a Guerra dos Farrapos, a partir de 1835,  Garibaldi lutou ao lado dos rebeldes e utilizou a Lagoa dos Patos para conduzir seus lanchões: Seival e Farroupilha.

 Sobre o Cavalo Lusitano 

Foto: Cedida por Paulo Junqueira Arantes

Foto: Cedida por Paulo Junqueira Arantes

 O Cavalo Lusitano frequentemente é citado nas crônicas antigas como o “Cavalo Guerreiro da Lusitânia”, qualidade esta, que até hoje conserva-se a raça.

 É o cavalo de sela mais antigo do mundo, segundo informações da Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Lusitano. Descendente direto do cavalo Ibérico, antepassado de todos os cavalos que estiveram na base da equitação em todo o mundo, desde a Europa ao Norte de África, à Ásia Menor, à Índia e à China.

 As características morfológicas ideais fazem do Cavalo Lusitano um sinônimo de beleza, nobreza e funcionalidade. A altura média aos 6 anos das Fêmeas é 1,55m e Machos 1,60m.  Por ser uma raça de muita fecundidade suas éguas criaram tantos filhos que, de trezentas éguas mandadas para a América no começo do séc. XVI, um século mais tarde a América era ocupada por milhões de cavalos.

 Origem no Brasil: Os primeiros cavalos lusitanos chegaram ao Brasil nas primeiras décadas da colonização, por volta de 1541, e, posteriormente,  a raça se estabeleceu junto à chegada da família real portuguesa, em 1808. Hoje, o país tem números expressivos na criação: é o segundo maior plantel do mundo com aproximadamente 12 mil animais e perde apenas para Portugal, berço da raça.

Os cavalos brasileiros Mangalarga, Mangalarga Marchador, Campolina, Campeiro e Crioulo contam com a participação indireta do sangue Andaluz (Hoje denominado Puro Sangue Lusitano- PSL) através dos cavalos Alter (cavalo luso-árabe).

 Aptidões: Sendo fogoso, porém dócil, e tendo grande facilidade para o aprendizado, presta-se para o adestramento, passeios, enduro, hipismo rural e trabalhos com o gado. É esse cavalo que dá origem à lenda grega do Centauro, quando por aqui homens e cavalos se confundiam num só. É aqui que na Antiguidade Clássica se acreditava que as éguas prenhes só do vento parem os “Filhos do Vento”, os cavalos mais velozes da Antiguidade.

Hoje, a sobrevivência da raça exige que se defenda a sua variabilidade genética. Foram estes cavalos portugueses, os utilizados na produção do filme “O Senhor dos Anéis”.

 Leia Mais: http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/historia-da-raca-cavalo-puro-sangue-lusitano

http://www.cavalo-lusitano.com/pt/cavalo-lusitano/historia-do-cavalo-lusitano 

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Sobre o Autor

Vanessa Omena
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Jornalista e escritora

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