Foto de Verdade é Foto Impressa!

Foto de Verdade é Foto Impressa!

 Por Heleno Clemente*

 

Uma fotografia “revelada”, no papel, jamais será apagada / deletada por engano ou acidente. Já a digital…

No artigo anterior, comentei algumas diferenças no registro fotográfico com “smartphones” e câmeras convencionais, destacando que a fotografia digital nos permite clicar muito mais. Assim, qualquer pessoa é capaz de armazenar milhares de fotos em pouquíssimo tempo, já que – para clicar – basta apontar e disparar.

 A evolução quase nos faz esquecer que, tempos atrás, as câmeras eram limitadas a filmes de 12, 24 ou 36 poses, o que nos forçava a pensar mais na hora da foto. Esse pequeno exemplo serve para lembrar que há diferença entre clicar e fotografar, reforçando a ideia de que “fazer fotografia” exige uma sintonia sentimental / cerebral, concretizada na ação do clique. 

Foto: Heleno Clemente

Foto: Heleno Clemente

 Bem, essa foi a minha “deixa” para reafirmar a necessidade de juntar o cérebro à sensibilidade na hora de clicar. Independente do equipamento que estiver na sua mão, FAÇA FOTOGRAFIA com olhar artístico, diferente, sensível e ousado, se possível.

 Mas, voltando ao nosso tema, será que há exagero nesse título? Afinal, quanto custaria “revelar” as centenas de fotos da sua última viagem? Ora, aquela antiga frase de clientes de laboratório fotográfico – “revelar só as boas” – continua mais que atual. E o custo do serviço vai depender do tamanho e quantidade das escolhidas.

 Invariavelmente, arquivos de “smartphone” ou da câmera vão para o seu computador e lá podem ser tratados, melhorados e selecionados com mais critério. Dessa maneira, você pode – e deve – escolher apenas A FOTO, aquela ou aquelas que mereçam ir para o álbum, quadro ou porta-retratos. Você sabe, aquele tipo de foto que ao ser mostrada já desperta nas pessoas o desejo de terem estado lá também.

 Sem fotografia, não há memória! 

Foto: Heleno Clemente

Foto: Heleno Clemente

 Você consegue imaginar quanto lhe custaria a perda de um pendrive, cartão de memória ou de seu telefone celular recheado com fotos importantes? Em tal situação, o melhor é substituir “custo” por “valor”, já que arquivos assim não têm preço. Esse é o motivo de minha provocação inicial: “foto impressa é foto de verdade”, pois, se ela existir fisicamente, nunca será apagada / deletada por engano.

 Por outro lado, arquivos digitais estão sujeitos a outros riscos, só por estarem armazenados em dispositivos eletrônicos. Por exemplo, um telefone celular pode sofrer queda, roubo ou pane elétrica; da mesma forma o computador. São exemplos alarmistas? Nem tanto, já que existe tecnologia disponível para recuperação de arquivos em computadores danificados. Mas, e o custo de tal serviço por empresas especializadas? Será que compensa?

 É melhor prevenir!

 Por essas e outras razões, fotógrafos profissionais não dispensam recursos que preservem a integridade de seus arquivos fotográficos. Exemplo a ser seguido também por não profissionais, inclusive, pois muitos problemas são comuns a todos.

 Para não correr o risco de perder suas fotos, fotógrafos profissionais aconselham fazer duas ou mais cópias de seus arquivos digitais em locais diferentes: computador, HD externo (disco rígido portátil) ou até mesmo online, em sites que prestam o serviço via internet (a exemplo do Picasa, da Google). 

Foto: Heleno Clemente

Foto: Heleno Clemente

 E os CD’s e DVD’s? Estas opções devem ser consideradas, desde que tomados alguns cuidados. Por exemplo: manter os discos nos respectivos estojos, guardados em pé; o ambiente não pode ser quente nem úmido; ambos os lados do disco devem estar limpos e livres de arranhões. Tudo isso porque os discos compactos são frágeis e podem ser danificados, inclusive, por etiquetas coladas e marcações com caneta permanente. 

Foto: Heleno Clemente

Foto: Heleno Clemente

 Mesmo com canetas adequadas, exclusivas, recomenda-se cuidado e, na limpeza do disco (cd ou dvd), use tecido macio, em movimentos leves do centro para a borda. Importante: discos armazenados incorretamente, empilhados sem estojo, podem empenar / entortar, tornando impossível a leitura dos dados armazenados.

Pense com carinho sobre isso! Tão importante quanto conseguir belas fotos é fazer com que elas se tornem um capítulo especial na história de sua vida. E uma história só é completa quando todos os capítulos estão presentes e acessíveis.

 


Heleno Clemente / Heleno Photoequestre*

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Sobre o Autor

José Luiz Jorge
José Luiz Jorge 6 posts

Trabalha com cavalos há mais de 25 anos. Autor dos livros “Conversando sobre Cavalos” e “Aprendendo com o Cavalo".

*O conteúdo dessa matéria é de inteira responsabilidade do seu autor, não tendo a Viajar a Cavalo qualquer responsabilidade sobre o teor dessas informações.

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