Uma Amazona Francesa como Hóspede!

Uma Amazona Francesa como Hóspede!

Foto: Jacira Omena

 

 Por Jacira Omena e Benedicte Leduc*

 

Uma amiga amazona como hóspede!

No último mês de julho, recebi em minha casa para passar 15 dias uma amiga francesa que conheci em uma das minhas viagens a cavalo que faço por aí. Havia dito que gostaria de conhecer o Brasil, então falei – Vá, será muito bem recebida. Uns três meses depois, ela enviou um e-mail perguntando se o mês de julho seria uma boa época para vir para o Nordeste, onde moro. Bom, é inverno, mas aqui apenas chove, continua fazendo calor, e quando a chuva para o céu se abre como num dia de verão. Enfim, Benedicte marcou sua passagem para Maceió.

 Na sua bagagem recomendei uma cabeça aberta para “formas diferentes de fazer as coisas e viver”, redutor de senso crítico e ideias preconcebidas, roupas leves e de banho, e claro, botas para cavalgar!

 Programação para ela? Nenhuma!! Iria me acompanhar durante esses dias nos afazeres, obrigações, vida familiar e diversão.

 E foi assim – Durante os dias que Benedicte passou aqui, no último mês de julho, ela viveu e acompanhou a minha vida ordinária no Nordeste do Brasil.

 – Fez supermercado; foi no centro da cidade; a missa de aniversário de morte da minha mãe; final de semana na casa de praia da família; tomou caipirinha; ficou bêbada com caipirinha; tomou muito banho de mar; foi comprar um terreno; foi a uma feira nordestina no interior do estado; comeu carne de bode e carneiro; bebeu caipirinha na beira da lagoa e comeu casquinha de siri; foi convidada a cavalgar com meus amigos; cavalgou com meus amigos nas praias próximas a Maceió; foi a fazenda do meu irmão e cavalgou várias vezes lá!

Foto: Jacira Omena

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Foto: Jacira Omena

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Foto: Jacira Omena

 – Não foi a nenhum lugar turístico, nem conheceu o Brasil!

 No texto abaixo, Benedicte escolheu, entre tantas experiências vividas aqui, narrar um único dia que ela passou cavalgando na fazenda do meu irmão. Que dia!!! Cheio de surpreendente mega dose de aventura! Tudo verdade! 


Cavalgada em uma fazenda no Brasil

 No meio da estação de inverno no Nordeste brasileiro, um dia de sorte, o sol se abriu!

 Com Jacira, na fazenda do seu irmão Daniel, levantamos as seis para estar preparadas para acompanhar os vaqueiros na lida do gado.

Juntamos o gado no curral para separar os bezerros para serem pesados e identificados com a marca da fazenda.

Acompanhamos o trabalho por um tempo e depois nos sentimos livres para deixar a sede da fazenda e seguir pelo meio do canavial para uma tranquila cavalgada (bem, foi o que pensei).

 Nós cavalgamos através da fazenda do Daniel (irmão da Jacira) e pela vizinhança aproveitando o dia ensolarado. Aproveitamos para galopar a cada oportunidade (meu cavalo tinha um movimento extremamente macio!)

 Deixamos o canavial para trás e entramos pelos pastos de gado para cortar caminho para retornar a fazenda.

Entre um cercado e outro, um cochete (tranqueira) tinha que ser aberto, e foi na hora que estávamos abrindo uma dessas tranqueiras que fomos surpreendidas, já que pensávamos que o cercado estava vazio, por dois agressivos garanhões que partiram para cima de nossos cavalos prontos para uma batalha.

Enquanto Jacira lidava com eles, eu desmontei para abrir a tranqueira, impossível!

Trocamos de função! Ou seja, significa que eu estava agora responsável pelos garanhões e eu não sei como dizer, mas não foi, definitivamente, uma coisa fácil!! Sorte que após uns longos minutos, ela finalmente conseguiu abrir passagem para que pudéssemos escapar.

 Enfim, Salvas! Mas, ainda não tinha acabado as surpresas!

 O segundo acontecimento – estávamos no mesmo campo por onde víamos cavalgando quando nos deparamos com cercas duplas. Sim, duas cercas no final do cercado onde estávamos…

 Mas porquê??? Por que. Estava cheio de touros!!! Já estávamos no meio do cercado, e especialmente dois pareciam estar interessados em nós. Jacira percebeu que eles começaram a ficar bravos. Para mim, deveríamos ir devagar, como me ensinaram fazer com cachorro bravo. Então, quando Jacira que estava na frente disse – “venha” – sem dizer – “Corra” – Eu me mantive caminhando, mas, assim que entendi que os touros queriam nos atacar e atingir de verdade, eu não pensei em mais nada e me mandei dali através da porteira mais próxima!

 No final da cavalgada, enfim, o descanso! E foi um grande barato…

 Chegamos pouco depois das 5 da tarde, e a noite começava a cair. Com certeza, nós merecíamos uma boa Caipirinha de abacaxi após essa tarde tão cheia de emoções.

O dia acabou com uma Caipirinha e um jantar leve no terraço da casa de Daniel, diante de um céu estrelado e os sons da fazenda! 


 Benedicte Leduc*

*Viajante a cavalo – Ela mora na Bretanha – França.

Jacira Omena*

Editora do portal – www.viajaracavalo.com.br 

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Sobre o Autor

Jacira Omena
Jacira Omena 199 posts

Viajante e Escritora - Escreveu o Livro - Viajar a Cavalo:Um Guia Passo a Passo. "Viajo pelo mundo a cavalo sempre a procura de algo novo e surpreendente, e com grande frequência sou bem-sucedida nessa busca!

*O conteúdo dessa matéria é de inteira responsabilidade do seu autor, não tendo a Viajar a Cavalo qualquer responsabilidade sobre o teor dessas informações.

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